Plínio de Arruda Sampaio com seus 80 anos e seguramente mais de 50 de militância política foi o fato novo do debate da Band realizado na quinta-feira. Isso de deve a alguns fatores, estava tranquilo, seguro e, principalmente, agiu de forma firme, mas bem humorada.
Suas tiradas do tipo: hipocondríaco e defensor dos latifundiários, para Serra; ecocapitalista e Polyana, para Marina; quem fez o projeto da reforma agrária do Lula fui eu e ele não implementou nem pela metade, para Dilma, acabaram se tornando pautas das conversas políticas na sexta-feira.
Essa forma de se apresentar ao eleitor de Plínio é completamente diferente da maneira raivosa de Heloísa Helena. Que disputou a eleição com se valendo de um discurso cujas palavras preferidas eram quadrilheiros, bandidos etc. A política como um caso de polícia.
O PSoL tem um grande espaço para chamar o debate para a esquerda sem ter de se valer deste método típico da direita, que banditiza a política para poder se valer dela sozinha.
Plínio parece ter percebido isso e achou um eixo que permite representar as idéias de uma parcela importante da população brasileira sem ter que se tornar um vendedor de ódios.
Se quem estiver coordenando a comunicação do partido conseguir transformar esse jeito Plínio do debate na Band no espírito do horário eleitoral gratuíto, sou capaz de apostar que o PSoL que entrou nessas eleições dividido e correndo o risco de não eleger sequer um deputado, pode sair maior do que em 2006.
Sinceramente, não sei se vamos ficar maiores ou menores ao final do processo eleitoral, mas com certeza a candidatura do Plinio está lavando nossa alma, ah está.
VALEU PLINIO
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