Como dito anteriormente, vou falar sobre o público que habitualmente frequenta os shoppings centers na grande São Paulo. A imagem passada desse grupo após o inicio dos rolezinhos é que se trata apenas de pessoas de classe média, brancos e racistas....... olha, isso é um mito ou uma meia verdade para ser mais exato.
Assim como tudo em uma sociedade os shoppings centers também são heterogêneos em sua composição, e cada qual possui frequentadores de diferentes classes sociais, alias não precisa ser gênio para perceber isso, é só analisar os locais onde são construídos esses estabelecimentos, que vão desde areas "nobres" a locais periféricos ou de fácil acesso ao metrô.
Para poder explicar um pouco melhor, vou pegar como exemplo 2 shoppings, que frequento, o Mooca Plaza e o shopping Internacional de Guarulhos .
No Mooca Plaza temos aquele caso clássico de um shopping mais "elitizado" onde existe uma distinção racial extrema, já contei o numero de negros e pardos que estão frequentando os shopping e não passa da relação de 3 para 100. Sim, e isso apesar de ter uma comunidade pobre bem no entorno...... é flagrante a barreira social e racial existente.
E no Shopping Internacional de Guarulhos?? Bom, claro que a maioria do publico é de classe média e branco, mas nota-se que é um espaço mais democrático, percebe-se gente de todas as etnias, alguns que não possuem grande poder aquisitivo, mas que vão ao menospara passear (apesar de que passear no shopping é a coroação do neo-liberalismo). O publico enfim, não é composto apenas por brancos de classe média que tem horror a negros, pardos e "baianos"( como são chamados os nordestinos e nortistas em São paulo).
E ai pergunto, por que esse rebuliço todo quando ocorre um rolezinho?
Em primeiro lugar, temos claro a questão do preconceito, muitos não querem dividir o espaço que antes era exclusivo seu,enfim,.
Mas é só isso? claro que não, outros grupos quando observam aqueles jovens que entram cantando e em um grupo enorme, a cena que vem a cabeça dessas pessoas é que vão sofrer um arrastão ou algo pior.. E por que pensam isso? A resposta está no meio em que vivemos, com uma parte da imprensa que nos instiga ao ódio e ao medo, qualquer situação de anormalidade é encarada como de risco.
E com agravante, pois quando as pessoas adentram em um shopping center, seja ela de qual classe social for, ela tem a sensação de segurança, como se ali fosse uma bolha, um lugar a parte da sociedade, é só observamos o número de pessoas que utilizam o shopping para fazer relatórios, , trabalhos em seus notebooks na praça de alimentação, provavelmente teriam medo de utilizar esses aparelhos em outro tipo de estabelecimento mais "aberto".
Ou seja, vemos pessoas também da periferia com medo dos jovens que podem ser seus vizinhos, apenas pelo fato deles terem um comportamento um pouco diferente do registrado nesses lugares ou estarem em um numero grande de pessoas.
Observação: já falei no outro post, ocorrem furtosa? sim, ocorrem brigas? sim, mas quando nao se tem rolezinho, os furtos não ocorrem:? e sobre brigas, correrias e confusão, antes de culpar apenas os jovens, pensem na responsabilidade da pm, ao chega rem um recinto fechado e disparar bombas, é claro que vai haver correria.
Amanhã, vou postar a partir do ponto de vista dos lojistas( os mais prejudicados dentro de qualquer shopping), dos donos de shopping e das forças de segurança.
Assim como tudo em uma sociedade os shoppings centers também são heterogêneos em sua composição, e cada qual possui frequentadores de diferentes classes sociais, alias não precisa ser gênio para perceber isso, é só analisar os locais onde são construídos esses estabelecimentos, que vão desde areas "nobres" a locais periféricos ou de fácil acesso ao metrô.
Para poder explicar um pouco melhor, vou pegar como exemplo 2 shoppings, que frequento, o Mooca Plaza e o shopping Internacional de Guarulhos .
No Mooca Plaza temos aquele caso clássico de um shopping mais "elitizado" onde existe uma distinção racial extrema, já contei o numero de negros e pardos que estão frequentando os shopping e não passa da relação de 3 para 100. Sim, e isso apesar de ter uma comunidade pobre bem no entorno...... é flagrante a barreira social e racial existente.
E no Shopping Internacional de Guarulhos?? Bom, claro que a maioria do publico é de classe média e branco, mas nota-se que é um espaço mais democrático, percebe-se gente de todas as etnias, alguns que não possuem grande poder aquisitivo, mas que vão ao menospara passear (apesar de que passear no shopping é a coroação do neo-liberalismo). O publico enfim, não é composto apenas por brancos de classe média que tem horror a negros, pardos e "baianos"( como são chamados os nordestinos e nortistas em São paulo).
E ai pergunto, por que esse rebuliço todo quando ocorre um rolezinho?
Em primeiro lugar, temos claro a questão do preconceito, muitos não querem dividir o espaço que antes era exclusivo seu,enfim,.
Mas é só isso? claro que não, outros grupos quando observam aqueles jovens que entram cantando e em um grupo enorme, a cena que vem a cabeça dessas pessoas é que vão sofrer um arrastão ou algo pior.. E por que pensam isso? A resposta está no meio em que vivemos, com uma parte da imprensa que nos instiga ao ódio e ao medo, qualquer situação de anormalidade é encarada como de risco.
E com agravante, pois quando as pessoas adentram em um shopping center, seja ela de qual classe social for, ela tem a sensação de segurança, como se ali fosse uma bolha, um lugar a parte da sociedade, é só observamos o número de pessoas que utilizam o shopping para fazer relatórios, , trabalhos em seus notebooks na praça de alimentação, provavelmente teriam medo de utilizar esses aparelhos em outro tipo de estabelecimento mais "aberto".
Ou seja, vemos pessoas também da periferia com medo dos jovens que podem ser seus vizinhos, apenas pelo fato deles terem um comportamento um pouco diferente do registrado nesses lugares ou estarem em um numero grande de pessoas.
Observação: já falei no outro post, ocorrem furtosa? sim, ocorrem brigas? sim, mas quando nao se tem rolezinho, os furtos não ocorrem:? e sobre brigas, correrias e confusão, antes de culpar apenas os jovens, pensem na responsabilidade da pm, ao chega rem um recinto fechado e disparar bombas, é claro que vai haver correria.
Amanhã, vou postar a partir do ponto de vista dos lojistas( os mais prejudicados dentro de qualquer shopping), dos donos de shopping e das forças de segurança.
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